quinta-feira, 27 de março de 2014

Manta de Crochê

Olá!

Hoje vim falar de outra paixão da minha vida, além da maternagem / paternagem amplamente praticadas aqui em casa, das atividades materno-domésticas (não sabe o que é? Leia esse post aqui no Blog da Diiirce, bom demais!), as artes manuais, em especial o crochê.

Mais um trabalho pronto, felicidade da cliente e satisfação garantida da crocheteira aqui: Manta de Crochê do Ruy


A história dela é a seguinte: quando cheguei a Nova Zelândia vim com as malas muito cheias e não pude trazer as minhas "ferramentas" para crochetar. Até porque pensei "num país desconhecido, casa improvisada (etc e tal) nem poderei crochetar." Porém, poucos dias depois que cheguei conheci a Hanna, minha vizinha de cima que estava no 8º mês de gestação.

Foi encantamento à primeira vista por aquela família. Pessoas boas, prestativas, doces que nos receberam super bem, principalmente a mim e ao David que ficamos a maior parte do tempo sozinhos (papai trabalhando, claro). Dia após dia foi surgindo uma necessidade em mim de retribuir todo o carinho e atenção que recebemos, aí um dia percebi que o bebê que estava para chegar só tinha mantas de tecido, nada feito a mão... aí não teve jeito. Recebi uma "auto-convocação" para fazer uma manta. Aí foi correr pra todo lado para adquirir agulhas, lãs, pesquisar o modelo... e mãos à obra!

Aí os pormenores... a Hanna e o marido não quiseram saber o sexo do bebê antes do nascimento... então procurei todas as cores de lãs para bebê que pude... e achei só 3 cores que trabalhei azul, amarelo e rosa. Usei esse tanto aqui:


Demorei muuuuuuuuuuuuuuuito pra tecer essa manta. Alguns meses, pra ser mais precisa. Correria do dia-a-dia, casa, marido, roupa, filho, problemas, stress... o crochê pra mim é muito mais que um trabalho, é um prazer, uma satisfação, um carinho a quem recebe. Então não dá pra fazer aborrecida, aflita, de qualquer jeito. Bom, dia 23/12/2013 nasceu um lindo menino, pequenino como o David, lindo demais! Aí vi que, diferente do meu filho, o Ruy nasceu carequinha, fiquei encantada quando o vi, voltei para casa e olhei para a manta dele.... "hummm essa manta precisa de uma touca para aquela cabecinha ainda sem cabelos". Ficou assim:


 Fiz a manta para ser usada tipo um "envelope" para proteger bem o pequeno quando for usado, porque o frio aqui de Queenstown não é brincadeira!

E quando acabei a manta ficou assim:


Maior que uma manta convencional para ser usada mais tempo, já que, apesar da mudança física que estamos aqui, essa família linda ficará no meu coração pra sempre!!!


Abração,

Dani

Ahhh, se você gostou do post, recomende com g+1 (aqui embaixo), compartilhe no seu facebook e twitter! Eu fico imensamente agradecida!