terça-feira, 15 de maio de 2012

Presente de Dia das Mães

Bom dia!!!

Hoje venho postar o meu trabalho em tricô que eu tanto venho falando sobre "aventuras em terras desconhecidas".
Este é meu primeiro trabalho nesta técnica de trabalho manual, muito gratificante pra mim, porque até então nunca tinha tocado em agulhas de tricô e produzido algum trabalho com êxito (apenas frustrações e stress) ainda mais sem professor físico, apenas com muita pesquisa na net.

O cachecol é obviamente bem simples, o trançado fica assim, como na foto acima.
Mas tô num orgulho de mim mesma... acho que até me estufo um pouco quando falo, hehehe
E olha que vou além: este cachecol tem gosto de vitória sobre algo que eu considerava uma limitação na minha vida, algo que por mais que eu tentasse e quisesse muito, não era capaz de fazer.

A maternidade também era assim pra mim.
Por mais que eu desejasse, tivesse certa condição financeira, todo o amor do mundo pra dar... os anos foram passando e nada.

Até o momento em que tive a confirmação da gravidez, sonhos pra mim eram feitos de suor, batalha e determinação.
Era assim que eu vinha encarando os exames e tratamentos que fiz ao longo dos anos, todos sem sucesso.

Quando me resignei, pela 1ª vez na vida, encarei que esse era um acontecimento que não teria na minha vida.
Comecei a aceitar e a me moldar tendo minhas "filhas cachorras e gata" como as únicas companheiras.
Claro que pensei em adoção, em fertilização e outras formas de ter meu tão sonhado bebê. Não tenho nada contra, muito pelo contrário... mas acho que pra mim, na minha vida, não deveria ser assim.

E de fato não foi.
Não é.
É melhor, surpreendente, maravilhoso a cada dia, a cada nova sensação (boa ou nem tão boa assim).

Nesse meu 29° ano de vida, descobri que tem coisas (a grande maioria delas) a gente precisa batalhar, correr, gritar, puxar, espremer e fazer toda a força possível para que aconteça.
Outras é preciso apenas esperar.
Tentar, se não der certo, dar um tempo.
Quanto tempo? O suficiente pra esquecer, superar, viver bem "apesar" dessa coisa.
Até que elas simplesmente, como mágica, acontecem.
Por que tem que ser assim? Não sei, só sei que é assim.

Essa é a minha lição de vida por enquanto.